Quero deixar meu questionamento aos dirigentes da Igreja.
A CNBB alega que os familiares e médicos não tinham o direito de provocar o aborto, pois
“A Igreja, em fidelidade ao Evangelho, se coloca sempre a favor da vida, numa condenação inequívoca de toda violência que fere a dignidade da pessoa humana”.
Já postamos neste blog uma defesa ampla e irrestrita à vida, nosso dom maior.
Mas, este aborto não está defendendo a vida da menina de 9 anos? Este aborto não feriu a dignidade desta menina? Seu corpo mirradinho daria conta de gerar e dar à luz a duas crianças?
Se a lei dos homens tem as crianças como prioridade absoluta, inclusive com uma lei específica no Brasil - o Estatuto da Criança e do Adolescente, porque não proteger a vida desta menina?
Sou a favor da vida e da dignidade humana. A Igreja precisa avançar no seu radicalismo.
Radical só o amor de Jesus por nós. E ele não condenou, mas salvou!
Salvou mulheres que abortam, estupradores, homens que usam camisinha e mulheres que usam métodos anticoncepcionais.
A campanha da fraternidade está propondo: "A paz é fruto da Justiça!"
Esta criança terá paz? Sua mãe terá paz? Foram justas as condenações da Igreja? Foi justo fazer o aborto?
Vamos aproveitar o tempo quaresmal e fazermos nossas reflexões.
