LIDERANÇA E A ARTE
Ontem estive na exposição do Rodin e do Marc Chagal que está na Casa Fiat de Cultura na comemoração do Ano da França no Brasil. http://www.casafiatdecultura.com.br/cartaz.html
Ao ver as litografias de Chagal quis saber um pouco mais sobre o processo de criação das gravuras. O monitor me explicou com grande propriedade o trabalho braçal que acontece antes de surgir a obra artística. Para termos uma idéia, o conjunto de obras inspirada no romance grego Dafne e Cloé foi pintada em guache e foram transpostos para litografias. Este trabalho foi realizado junto com Charles Sorlier que detinha a técnica de impressão. “Para obter a extraordinária beleza cromática das litografias, foi desenvolvido, durante quatro anos, um minucioso processo que utilizava uma pedra para cada tonalidade de cor. Assim, as gravuras dessa série, publicada em 1961, exigiram 25 pedras matrizes e 25 impressões cada uma.”
As obras de Rodin também me fazem pensar no exaustivo trabalho braçal de moldar em cerâmica, queimar a cerâmica, fazer os moldes, moldar em gesso, fundir o cobre etc, até surgirem aquelas belíssimas esculturas.
Ou seja, quando vemos a obra pronta não temos noção de todo este trabalho, apenas enxergamos a beleza do trabalho artístico, conferimos a assinatura e damos o crédito ao autor.
Podemos afirmar que a obra artística é um trabalho coletivo?
Comecei a pensar que sim. Comparo o artista a um líder que tem uma visão (inspiração) e a compartilha com seus auxiliares (trabalhadores braçais, modelos, etc).
Será que quando vemos uma obra de arte ou uma empresa eficiente lembramos que o resultado final foi alcançado com o esforço de muitas pessoas?
A inspiração parte de alguém: o artista, o treinador de um time, um líder. Mas o trabalho é de uma equipe que tenha um LIDER como treinador, incentivador, inspirador.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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